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Mário Fernandes

Mário FernandesMário Fernandes

Lisboa, capital do fado, viu-o nascer na manhã do dia 31 de julho de 1973. E, enquanto a mãe, sua grande referência, o embalava cantando-lhe Amália, foi-se traçando languidamente o seu destino de fadista. Mário cresceu a ouvir o fado, a cantar o fado, a ler o fado nos olhos dos outros. Na sua voz doce, de timbre singular, e no seu olhar profundo, aprendeu a viajar pela alma de um povo, mas também pela história individual de cada um que com ele se cruza. A empatia natural que estabelece com a audiência, fruto do seu carisma e da sua personalidade que transparece em cada tema, bem como a paixão intensa com que interpreta o seu Fado, são algumas das suas principais características.

Mário FernandesNos anos 90 surgiram os primeiros convites para cantar em casas de Fado Amador, como o "Arreda" em Cascais ou a "Tasca do Chico" em Lisboa. Solista na TUIST - Tuna Universitária do IST, somou mais de 200 prémios nos mais consagrados festivais universitários do país e do mundo. E, em 2005, rendeu-se por fim à canção que lhe bate no peito, com Mário & Lundum e o disco "[h]à fado!" (EMI), reunindo nele as sonoridades que o povo português ousou fundir, nas suas descobertas do mundo. Uma viagem musical que parte de canções celebrizadas por grandes nomes do Fado e que integra ritmos próprios do Lundum que, de acordo com alguns historiadores, está intimamente ligado às origens do Fado. Ritmos latinos, africanos, do Brasil e do Lundum, entrelaçaram-se com fados tradicionais de Amália Rodrigues, Carlos do Carmo e Camané, entre muitos outros, numa paixão sofrida mas quente, lânguida mas vibrante, que primou sobretudo pela originalidade da abordagem. Neste trabalho, a voz de Mário Fernandes com o seu timbre único na tonalidade sedutora do Fado, junta-se não só à guitarra portuguesa e à guitarra acústica, como também a outros instrumentos não usuais na formação tradicional dos conjuntos de Fado, como por exemplo, a percussão e a bateria.

Mário FernandesDez anos depois, vividos entre o palco e as casas de Fado, Mário redescobre e redescobre-se noutros fados que têm marcado o seu percurso, profissional e pessoal. IMATERIAL não é já uma experiência de fusão, mas a afirmação de um nome incontornável do Fado contemporâneo português. Mário Fernandes canta porque é seu destino cantar. E, quando sobe ao palco, não se leva só a si. Leva-nos a todos consigo, para esse espaço sem espaço e esse tempo sem tempo onde é desfiado, lentamente, o nosso destino comum…

Texto escrito por Sara Rodi

Ligações

URL: Clipping - I Encontro de Fado da Amadora

URL: Lançamento do disco 2005

facebook.com/mf.mariofernandes

Estrela da Tarde - I Encontro de Fado da Amadora

Senhora do Livramento - (h)à Fado


Sou do Fado - (h)à Fado

 

 

MÃO MORTA

Os Mão Morta formaram-se em Braga em Novembro de 1984, estreando-se ao vivo em Janeiro do ano seguinte no Orfeão da Foz, no Porto. Depois de em 1986 ganharem o Prémio de Originalidade no III Concurso de Música Moderna do RRV, em Lisboa, editam o seu primeiro álbum, homónimo, em 1988. Aplaudidos pela imprensa musical e com uma crescente legião de fãs, rapidamente se tornam um grupo de culto, colhendo rasgados elogios de personalidades tão diversas como Nick Cave ou Jello Biafra (Dead Kennedys). Com uma discografia de doze álbuns de originais (a que se juntam registos ao vivo e compilações) – grande parte deles reiteradamente incluídos nas listas dos melhores do ano ou de sempre da música portuguesa –, com várias participações nos grandes eventos musicais do país (como Paredes de Coura, Alive, Rock in Rio ou Primavera Sound), com uma forte aposta na realização de espetáculos multimédia singulares – de que se destacam “Müller no Hotel Hessischer Hof”, estreado no Centro Cultural de Belém em 1997, ou “Maldoror”, estreado no Theatro Circo de Braga em 2007 – e com algumas incursões por Espanha, França, Itália ou Brasil, os Mão Morta, ao longo das últimas três décadas, souberam como ninguém aliar a música à literatura (trazendo à ribalta escritores e poetas como Heiner Müller, Guy Debord, Allen Ginsberg, Isidore Ducasse ou J. G. Ballard) e têm tido sempre uma palavra a dizer quanto ao rumo do rock feito em Portugal.

Clique para ler a biografia completa

Formação
      

Adolfo Luxúria Canibal

Vocalista e letrista

Miguel Pedro

Baterista, programador, compositor e produtor

António Rafael

Teclista, guitarrista, compositor e produtor

Sapo

Guitarrista

Vasco Vaz

Guitarrista e compositor

Joana Longobardi

Baixista

Discografia
1988 - "Mão Morta" 1990 - "Corações Felpudos" 1991 - "O.D., Rainha do Rock & Crawl" 1992 - "Mutantes S.21" 1994 - "Vénus em Chamas" 1995 - "Mão Morta Revisitada" 1997 - "Müller no Hotel Hessischer Hof" 1998 - "Há Já Muito Tempo Que Nesta Latrina o Ar Se Tornou Irrespirável"
2001 - "Primavera de Destroços" 2002 - "Ao Vivo na Aula Magna" 2003 - "Carícias Malícias" 2004 - "Nus" 2008 - "Maldoror" 2009 - "Rituais Transfigurados" 2009 - "Mão Morta 1988-1992" 2010 - "Pesadelo em Peluche"
             
2014 - "Pelo Meu Relógio São Horas de Matar"              

João Paulo Sousa

Nasce em Viseu em 1966, onde reside. Licenciado em Direito pela FDUC, é Advogado.

Membro dos Grupos de Fados de Coimbra "Toada Coimbrã” “Grupo de Canto e Guitarra do Orfeão de Viseu”, sendo autor e arranjador de várias composições.

Músico residente da banda de acompanhamento da cantora Isabel Silvestre.

É Professor, desde o ano letivo de 2006/2007, do curso de Guitarra Portuguesa (variante de Coimbra) no Conservatório Regional de Música Dr. Azeredo Perdigão, em Viseu, onde tem a Direcção do Ensemble de Guitarras Portuguesas.

Foi seccionista da Secção de Fado da AAC. Membro da Estudantina Universitária de Coimbra;

Membro fundador da Tuna Académica Infantuna Cidade de Viseu.

Publica em Maio de 2002, através da Palimage Editores a monografia intitulada “Dez Anos de Infantuna – Contributo Para a Memória de UM Fenómeno”.

Publica em Março de 2012, em coautoria com Eduardo Coelho, Jean Pierre Silva e Ricardo Tavares a obra “QVID TUNAE – A Tuna Estudantil em Portugal”.

Conferencista em várias ocasiões no âmbito da temática da Tuna estudantil.

Victor Castro

Victor Castro, guitarrista, arranjador e compositor, nasceu em Angra do Heroísmo, Açores (Portugal). Formou-se em guitarra clássica pelo Conservatório Regional de Angra do Heroísmo, onde estudou com o açoriano Carlos Baptista Ávila, com os norte-americanos Steven Rings, Thimothy Jonhson, Miles D. Barford e Eddy Goldz e concluiu os estudos com Roberto Hugo (Uruguai). Além disso, fez masterclasses com os renomados violonistas David Russel (Escócia), Eduard Isaac (Argentina), Costas Cotsiolis (Grécia), Ana Vidovic (Croácia), Marco Pereira (Brasil), Sebastião Tapajós (Brasil) e Fábio Zanon (Brasil). Em 2009 iniciou a sua Licenciatura em Música pela Universidade Federal do Maranhão- Brasil.

Em 1999, gravou o CD “Victor Castro interpreta”, no qual executa obras de consagrados compositores como Paulo Bellinatti, Mertz, Albéniz, Nikita Koshkin e Augustin Barrios, sendo um dos primeiros violonistas portugueses a gravar um cd de violão erudito. Em 2001, lançou o 2º CD intitulado “Tradição Livre”, mostrando arranjos que fez de música tradicional da Ilha Terceira (Açores) para o violão erudito.

Já realizou concertos a solo em Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Argentina e em vários estados do Brasil (São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tocatins, Pará, Rio Grande do Norte, Amazonas e Maranhão). Também realizou trabalhos em Portugal com diversos músicos estrangeiros, tais como a violinista Evgenia Soltys (Rússia), o violoncelista Orest Grytsyouk (Ucrânia), o flautista Mikail Roussal (Ucrânia) e o 1º clarinetista da orquestra de Milão, o italiano Cristiane Latini.

Em 2005, juntamente com o guitarrista açoriano Paulo Cunha, desenvolveu o projeto “Tributo a Carlos Paredes”, no qual interpreta, em guitarra de Coimbra, composições do célebre guitarrista. O Tributo foi apresentado em várias cidades portuguesas e no Brasil no ano de 2006 (ver mais em http://www.tributoacarlosparedes.net).

Tocou com a orquestra de Câmara da Escola de Música do Maranhão, no Teatro Arthur Azevedo em agosto de 2007. Foi convidado a participar nas IV e V Semana do Violão. Ganhou duas vezes o prêmio “Raphael Rabelo” no Festival Nacional de Violão do Piauí (FENAVIPI), em Fevereiro de 2008 e 2009. O concurso teve como jurados ilustres intérpretes do violão, como os consagrados professores brasileiros Henrique Pinto e Fábio Zanon, Marco Pereira, Sebastião Tapajós, e a croata Ana Vidovic, destaque mundial do violão na atualidade.

Destaques

De entre os destaques de sua carreira, pode-se citar a estreia de obras de vários compositores, entre os quais: Thimothy Jonhson, Antero Ávila, Thomas Kupsch, Ubiratan Sousa; o concerto das comemorações do “10 de Junho” para Sua Exc. Presidente da Républica Dr. Jorge Sampaio; convidado do Ciclo de Guitarra da Secretaria da Cultura de Coimbra e do Festival Internacional Francisco Lacerda; Integral da obra para violão de Lopes-Graça em concerto no Auditório da SPA, Lisboa.

Em 2010 foi distinguido em Lisboa pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas com o “Prémio Talento 2009”. Este prémio pretende distinguir portugueses residentes no estrangeiro que se notabilizaram em áreas como a música, teatro, cinema, artes plásticas, entre outras.

Ainda em 2010  foi em turnê por Portugal continental e Açores, realizando 22 concertos com o seu “Victor Castro Trio”.

Em 2011 lançou seu livro de transcrições de sonatas dos compositores italianos Baldassare Galuppi e Francesco Gasparini. Neste mesmo ano participou em concertos a solo por Portugal e na Semana de Violão de São Luis. Também participou como guitarrista de várias apresentações do Show “Chico para encantar”.

Em 2012, em comemoração do IV centenário de São Luis- Ma, estreou a peça “Suite Maranhense” do compositor maranhense Ubiratan Sousa, com a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB).

Está lançando o seu 3º CD e uma série de livros com composições e arranjos seus pela Editora AvA Musical Editions. www.editions-ava.com

Lecionou guitarra clássica no Conservatório Regional de Angra do Heroísmo (Portugal) por oito anos. Atualmente, mora em São Luís – MA (Brasil), foi professor e coordenador do curso de guitarra clássica na Escola de Música do Estado do Maranhão, professor de Guitarra Clássica na UEMA (Universidade Estadual do Maranhão). Atualmente, ministra aulas particulares e masterclasses, dividindo  ainda seu tempo entre a performance a solo e com outros músicos.

Ligações

URL: victorcastroguitar.musicblog.com.br

  Victor Castro Trio - Baião de Lacan - Guinga

  Victor Castro Trio - Uscher Vals - Nikita Koshkin

  Victor Castro Trio - Sunburst -York

Apoios Bobina Studio

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