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Tuna/ Estudantina

Tendo surgido inicialmente em Espanha, em meados/finais do século XIX com a designação de "estudiantinas", as tunas são agrupamentos musicais tanto de âmbito popular (urbano e rural) como estudantil. São constituídas, essencialmente, por cordofones plectrados, dedilhados e friccionados acompanhados de acordeôes, flautas e percussão ligeira. Nos agrupamentos de cariz estudantil, as pandeiretas são ícone histórico indispensável.

As tunas podem apresentar-se em palco tanto sentadas (em disposição orquestral clássica) como de pé. Interpretam um repertório eclético, do erudito ao popular, acompanhando a execução instrumental com canto (a solo ou em coro), característica mais visível nos agrupamentos de estudantes.

As tunas estudantis, e em especial as do foro universitário, envergam o traje da academia em que se integram ou indumentária própria (usualmente baseada na tradição das tunas do país vizinho e/ou evocativo do património cultural local). São normalmente constituídas por estudantes e antigos estudantes, recebendo a designação de "tunas de veteranos" ou "quarentunas" quando exclusivamente compostas por estes últimos.

Em Portugal, as tunas conheceram uma larguíssima difusão fora dos meios universitários até à década de 1990. De facto, no meio estudantil, foram um fenómeno muito mais liceal do que universitário.

No meio popular, tomaram diversas designações - estudantina, ronda, orquestra típica. Originalmente constituídas por "instrumentos de tuna" (os instrumentos da família do bandolim) - "instrumentos que permitem que as pessoas que não sabem música toquem para pessoas que a sabem" (no dizer inspirado, se bem que não inteiramente verdadeiro, de um popular e transmitido por Ernesto Veiga de Oliveira), as tunas foram progressivamente sendo "infiltradas" pelos instrumentos tradicionais de cada região, a ponto de se confundirem com as tocatas regionais, sendo que estes instrumentos (principalmente o bandolim) também transitaram para a esfera da etnografia, acabando por se fundir no fundo tradicional.

Novos Restelos

Novos RestelosNovos Restelos

Fazendo jus ao nome Novos Restelos, eles "partiram" em busca de novas expressões da Música Portuguesa nunca descurando o que há demais marcante em termos de influências várias das quais souberam fazer um aproveitamento muito "sui generis".

António Augusto, José Lage e Mário Caeiro promoveram este projeto com uma rota previamente definida, da qual resultaram trajetórias que passaram pela divulgação de canções portuguesas não-originais com novos arranjos instrumentais, até a uma seleção de músicos onde as dinâmicas de trabalho permitissem um bom trabalho de equipa. Um conjunto de temas originais de António Augusto, culminou nos inéditos que agora apresentam no seu primeiro CD “Trilhos”.

São "Restelos" porque o projeto nasce no Restelo, precisamente no local onde no século XV os Portugueses partiram para os Descobrimentos. São "Novos" porque pretendem integrar-se sempre em novos ambientes sonoros na Música Portuguesa.

Os músicos são: António Augusto (voz e guitarras); José Lage (teclas); Mário Caeiro (acordeão e voz); Torcato Rocha (baixo e voz); Sérgio Costa (bateria e percussão) e Zé Manel (guitarras).

Novos RestelosO gaiteiro Paulo Marinho (Gaiteiros de Lisboa, Sétima Legião) e a fadista Tânia Oleiro participaram como convidados especiais neste projeto, além de um coro de alunos da turma J do quinto ano da Escola El-Rei D. Manuel I de Alcochete (2010/2011).

Tendo por temática dominante o Amor, as canções dos Novos Restelos, incorrem numa banalidade melódica e na simplicidade da harmonia. Bem sabemos que só a leitura de um verso, poderá ter na sua entoação musicalidade, mas também sabemos que para muitos "um verso sem música é como um rio sem água".

LigaçõesPaula Cordeiro 

Up Music Talents

Novos Restelos - Dança a dois

www.facebook.com/pages/Novos-Restelos

Edu Miranda

Edu Miranda é um nome incontornável da música portuguesa e brasileira, com um percurso de já 22 anos.

Discreto, e nem sempre com grande visibilidade da parte dos media, o seu trabalho sempre foi valorizado por grandes nomes da música com quem conta com diversos trabalhos editados e em colaboração, tais como: Gilberto Gil, Mário Laginha, Maria João, Martinho da Vila, Filipa Pais, Pedro Jóia, João Afonso, Rui Veloso, André Sardet, Luís Represas, Isabel Silvestre, Real Companhia, Danças Ocultas e Amina Alaoui, além do trabalho que desenvolveu durante vários anos com o grande mestre da guitarra portuguesa António Chainho.

Seus CDs, Fado de Longe e Fado de Longe 2, misturam as belas melodias dos fados com sonoridades e ritmos quentes do Brasil, contando com a colaboração de Tuniko Goulart (violão e synth) e Giovani Goulart (bateria, percussão e acordeão).

Atualmente encontra-se em fase de divulgação do seu trabalho mais recente "EDU MIRANDA TRIO AO VIVO", onde podemos encontrar influências do fado, temas originais e chorinhos tradicionais brasileiros num ambiente alegre e descontraído.

 

URL: www.edumiranda.com 

 Maria Migalha - Trio Edu Miranda 

 Odeon - Trio Edu Miranda

António de Sousa Vieira

António Manuel de Sousa Vieira iniciou os seus estudos no Conservatório de Música da Maia onde estudou guitarra clássica com Ricardo Barceló e João Campos. Termina o curso complementar de Bandolim com 19 valores no Conservatório de Música de Coimbra, onde estuda com Flávio Pinho. Ingressa depois no Conservatório de Esch-sur-Alzette no Luxemburgo onde estuda com o virtuoso Maestro Juan Carlos Munoz, os cursos de bandolim napolitano/barroco e música de câmara. No mesmo conservatório estuda “Déchiffrage” com Francesco Civitareale e direção coral com Thomas Krämer.

Realizou cursos de música de câmara e bandolim em diversos países, com grandes nomes da música de Plectro como Juan Carlos Muñoz, Mari Fe Pavón, Mirko Schrader, Caterina Lichtenberg, Marga Wilden-Hüsgen, Keith Harris, Francesco Civitareale ....

Enquanto elemento do Coro Cláudio Carneiro dirigido pelo Maestro Lino Gaspar, participou em diversos concertos. Desde Março de 2006 é Maestro Titular e Director Artístico do Grupo Coral de Professores do Porto.

Fundou o Duo Magalhães da Gama e a Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins da qual é o seu Concertino e Director Artístico. Foi o primeiro Português a integrar a EGMYO – European Guitar and Mandolin Youth Orchestra (2006 – Grécia, 2007 – Itália, 2008 – Espanha).

É o único elemento Português da Orquestra Europeia de Guitarras e Bandolins – Il Forum Musicale. Tem colaborado regularmente com a Société Mandoliniste “ LA Lyre „ Godbrange e com o Ensemble a Plectre Municipal d’Esch-sur-Alzette desde Setembro de 2008. Tem atuado em grande parte da Europa (Espanha, França, Luxemburgo, Alemanha, Itália, Grécia …).

É o instrumentista convidado para executar as partes de bandolim de diversas orquestras em Portugal, tendo já colaborado com a Orquestra Sinfónica da Casa da Música do Porto, OrchestrUtopica, Remix Ensemble Casa da Música…, sob a direção de Christoph König, Peter Rundel, Emilio Pomàrico, John Storgards, Olari Elts, Andrew Litton. Em 2013 juntamente com o guitarrista Rui Gama cria o Ciglia Ensemble, que se dedica a divulgar as novas sonoridades da música de Plectro.

Em Setembro de 2007 começa a lecionar o curso de bandolim no Conservatório de Música de Vila Real. No ano letivo 2009/2010 foi convidado para abrir uma classe de bandolim na Escola de Música de Esposende. Em 2010/2011 inicia o curso de bandolim na Companhia da Música em Braga e no ano 2013/14 no Conservatório de Música do Porto.

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