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Entrevista a Júlio Pereira

Passados 30 anos, Júlio Pereira regressa ao instrumento que se colou à sua imagem de compositor e instrumentista que marcou decisivamente os caminhos da música popular portuguesa – o cavaquinho.

Os temas do seu novo CD - Cavaquinho.PT - são da autoria do compositor, que convida algumas vozes que com ele costumam trabalhar: Uxía, Sara Tavares, Luanda Cozetti.

Mas este não é apenas um regresso ao que já era a reactualização de um instrumento tradicional; antes um passo novo para a história do pequeno cordofone que, a partir do Minho, deu a volta a todos os continentes e hoje se afirma como protagonista da música de todo o mundo.

Para além de ser um produto autónomo de criação musical, que se basta a si próprio, CAVAQUINHO.PT inclui um livro sobre os tempos, modos e lugares em que o pequeno instrumento se foi revelando.

José Machado

José MachadoJosé Hermínio da Costa Machado

Data de nascimento: 20 de Junho de 1953

Naturalidade: Minas de Jales, freguesia de Vreia de Jales, concelho de Vila Pouca de Aguiar, distrito de Vila Real, Trás-os-Montes.

Morada: Residente em Braga: Rua Simões de Almeida, 95, Casa 19 – 4715-105 Braga.

Profissão: Professor de Português no Ensino Básico – PQND, Grupo 200 do 2º Ciclo – no Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches, em Braga. Presidente do Conselho Geral.

Habilitações académicas: Licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto;

- Mestre em Literatura e Cultura Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa, com tese sobre «Perspectivas Teóricas e Pragmáticas dos Estudos sobre a Música Portuguesa de Tradição Oral».

José Machado e Grupo Folclórico da Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé» de Braga

 Atividade artística: 

- Membro fundador, dirigente e responsável técnico do grupo Folclórico da Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé» de Braga, desde 1978/79;

- Responsável pela edição dos discos «Cantemos o S. João», 2007, «Queremos dar-te graças», (2008), «Santos reis, Santos Coroados», 2009, «Nas voltas do Vinho», 2010.

- Responsável em 2004 pelos eventos «Encontro de Cantadores ao Desafio» e «Vamos Bailar à Senhora» no Sameiro para celebração do centenário da Coroação de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga, tendo realizado a produção de um disco relativo ao segundo evento, com o título homónimo;

- Responsável por iniciativas culturais e musicais que implicaram dimensões religiosas da música popular tradicional, como a intervenção na Igreja da Santíssima Trindade em Fátima (2008) e a criação de uma missa folclórica em Palmeira, Braga (2008);

- Autor de artigos sobre música e cultura popular em revistas da especialidade;

- Autor de letras e músicas populares;

- Co-autor do livro No País dos Verdes, responsável pela parte musical; Autor do Cancioneiro de Vila Verde, 2005, Edição da Câmara Municipal de Vila Verde;

- Tocador de clarinete em dó, apresentador e animador. .

Grupo Folclórico da Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé» de Braga Nos País dos Verdes

Ligações

URL: mineirodejales.blogspot.pt

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Galandum Galundaina

Galandum Galundaina é um grupo de música tradicional, criado com o objetivo de recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e a língua das terras de Miranda do Douro, Portugal.

Com quase 20 anos de existência desenvolve vários trabalhos. Para além da edição de três discos e um DVD ao vivo, é também da sua responsabilidade o renascimento e novo interesse pela música tradicional da sua terra; a padronização da gaita-de-foles mirandesa; organização e apoio técnico de vários festivais e outros eventos. Ao longo dos últimos anos, elementos do grupo interessaram-se pela construção de instrumentos musicais de raíz tradicional e atualmente grande parte dos instrumentos usados em concerto são da sua autoria.

Os álbuns editados têm tido uma excelente apreciação pela crítica especializada. Em 2010 para além da atribuição do Prémio Megafone, o álbum Senhor Galandum foi reconhecido pelos jornais Público e Blitz como um dos dez melhores álbuns nacionais.

Do roteiro do grupo fazem parte alguns dos mais importantes festivais de música tradicional/”world music” em Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Alemanha, Cuba, Cabo Verde, Brasil, México e Malásia.

 

2001: L Purmeiro 

2005: Modas i Anzonas

2006: Galandum Galundaina ao vivo (DVD)

2010: Senhor Galandum 

Ligações

URL: galandum.co.pt

 Galandum Galundaina - Nós tenemos muitos nabos

 Galandum Galundaina - Fraile Cornudo

Galandum Galundaina - A excelência da modernidade enraizada, por Mário Correia

Tuna/ Estudantina

Tendo surgido inicialmente em Espanha, em meados/finais do século XIX com a designação de "estudiantinas", as tunas são agrupamentos musicais tanto de âmbito popular (urbano e rural) como estudantil. São constituídas, essencialmente, por cordofones plectrados, dedilhados e friccionados acompanhados de acordeôes, flautas e percussão ligeira. Nos agrupamentos de cariz estudantil, as pandeiretas são ícone histórico indispensável.

As tunas podem apresentar-se em palco tanto sentadas (em disposição orquestral clássica) como de pé. Interpretam um repertório eclético, do erudito ao popular, acompanhando a execução instrumental com canto (a solo ou em coro), característica mais visível nos agrupamentos de estudantes.

As tunas estudantis, e em especial as do foro universitário, envergam o traje da academia em que se integram ou indumentária própria (usualmente baseada na tradição das tunas do país vizinho e/ou evocativo do património cultural local). São normalmente constituídas por estudantes e antigos estudantes, recebendo a designação de "tunas de veteranos" ou "quarentunas" quando exclusivamente compostas por estes últimos.

Em Portugal, as tunas conheceram uma larguíssima difusão fora dos meios universitários até à década de 1990. De facto, no meio estudantil, foram um fenómeno muito mais liceal do que universitário.

No meio popular, tomaram diversas designações - estudantina, ronda, orquestra típica. Originalmente constituídas por "instrumentos de tuna" (os instrumentos da família do bandolim) - "instrumentos que permitem que as pessoas que não sabem música toquem para pessoas que a sabem" (no dizer inspirado, se bem que não inteiramente verdadeiro, de um popular e transmitido por Ernesto Veiga de Oliveira), as tunas foram progressivamente sendo "infiltradas" pelos instrumentos tradicionais de cada região, a ponto de se confundirem com as tocatas regionais, sendo que estes instrumentos (principalmente o bandolim) também transitaram para a esfera da etnografia, acabando por se fundir no fundo tradicional.

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