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Estilhaços

Surgido em 2004, na sequência de um convite para uma das Quintas de Leitura – o nome das sessões mensais com que o Teatro do Campo Alegre, no Porto, homenageia a poesia e os poetas –, “Estilhaços” nasceu como espetáculo de spoken word em que Adolfo Luxúria Canibal lia textos e poemas do seu livro homónimo, acompanhado ao piano e outros teclados por António Rafael. O formato deu origem à gravação do primeiro disco do projeto, homónimo, editado em 2006 pela Transporte de Animais Vivos. Posteriormente, mantendo as mesmas características, passou a contar com a participação de Henrique Fernandes (contrabaixo) e depois de Jorge Coelho (guitarra). Prosseguindo apresentações regulares, o coletivo foi renovando o reportório, acrescentando novos textos e poemas aos inicialmente interpretados. Em 2010, convidados para uma sessão de homenagem a Mário Cesariny, passam a incluir, a par dos escritos de Adolfo Luxúria Canibal, poemas do poeta surrealista, configuração que constituiria a base para nova digressão e para a gravação de um novo disco, “Estilhaços e Cesariny”, editado pela Assírio & Alvim no final de 2011. Em 2013 apresentam novo espetáculo, baseado nos textos de Adolfo Luxúria Canibal inspirados pelos livros de ilustração da coleção “O Filme da Minha Vida”, o que daria origem ao registo de mais um disco, “Estilhaços Cinemáticos”, editado pela Cobra no início de 2014.

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Formação
 
Adolfo Luxúria Canibal António Rafael Henrique Fernandes Jorge Coelho

Natalino Jesus

Natalino JesusNatalino Jesus - Este meu Fado

Natalino de Jesus nasceu na Madragoa, um dos bairros mais típicos da cidade de Lisboa, paredes meias com o vetusto convento das Bernardas, ao quase místico Largo das Madres. Desde menino que conviveu na ambiência da música popular portuguesa e mormente do Fado.

A paixão pela cidade, as suas cores e tipos, as varinas, as marchas populares, desde cedo estão patentes na forma singular como interpreta.

Depressa o prazer de cantar o levaria à sua profissionalização enquanto fadista, com apenas 15 anos. Após ter vencido a “Grande Noite do Fado - 1985” – o mais importante festival nacional de fado – começa a gravar, tendo já mais de 200 temas em discos. É, no entanto, ao vivo e nas inúmeras casas de fado da cidade onde sempre tem cantado, que se reconhece o seu valor como intérprete da grande música nacional portuguesa. Além dos seus discos a solo destaca-se também num projeto (Fado para Dois) em que juntamente com Lenita Gentil, gravou dois discos em dueto com temas emblemáticos e algumas criações.

Natalino tem desempenhado um importante papel junto das comunidades portuguesas como embaixador do fado. De entre estas participações e espetáculos, salientam-se as suas passagens por Angola, República Democrática do Congo, Estados Unidos da América, Canadá, Alemanha, Suécia, França, Irlanda, Holanda, Inglaterra e Espanha.

São também de salientar as vezes que já participou em programas televisivos, tanto em Portugal como no Estrangeiro, designadamente Estados Unidos da América, Canadá e Angola.

Natalino JesusO seu repertório inclui fados com poemas de autores tão consagrados como Camões, Alexandre O’Neill, Martinho da Assumpção, José Régio, António Botto e Fernando Pessoa.

Inúmeras vezes padrinho das Marchas Populares de Lisboa, a festa mais significativa da cultura popular lisboeta - em representação de diversas coletividades e bairros (Madragoa, Mouraria e Bairro Alto), Natalino é querido de um povo que vive e sonha saudade e poesia.

A comemorar 25 anos de carreira preenchidos com mais de 200 temas gravados e espetáculos por todo o mundo, Natalino de Jesus emprega toda a sua experiência em 2 anos de trabalho intenso em torno do álbum “Este meu Fado”, um disco que mistura temas inéditos e algumas recriações, utilizando novas roupagens a nível musical além da sua interpretação. Este meu Fado é um álbum que ilustra a forma singular como Natalino de Jesus interpreta o fado e suas influências, através da paixão que nutre pela vida e pela cidade que o viu nascer - Lisboa. Conta também com a participação de Rão Kyao, cuja colaboração neste álbum veio enriquecer tanto o seu nível musical como o seu conteúdo final.

Este meu Fado é escrito por autores bastante reconhecidos que dispensam apresentações: José Luís Gordo, Vital Assunção, Rão Kyao, Vasco Graça Moura, Fernando Tordo entre outros.

Musicalmente conta com a participação de Fernando Silva na guitarra portuguesa, Carlos Macieira na viola de fado e Paulo Ramos na viola baixo, não esquecendo a presença de Rão Kyao que garante o selo de qualidade exigida para este álbum.

Toda a experiência adquirida durante todo o percurso de produção e gravação deste disco, com todas as vontades e influências, leva-nos a afirmar que estamos na presença do melhor trabalho discográfico de Natalino de Jesus, levando o mesmo a considerar que Este meu Fado "é o meu disco".

LigaçõesPaula Cordeiro Up Music Talents

www.facebook.com/Natalinojesusoficial

Pedro Madeira

Pedro MadeiraPedro Madeira nasceu a 11 de Novembro de 1992 e é natural de Vendas Novas.

Desde cedo demonstrou uma forte vertente musical que teve expressão nas aulas de piano, o seu instrumento de eleição, e no coro “Oficina do Canto” de Montemor-o-Novo, do qual foi integrante durante 2 anos.

A sua primeira oportunidade no mundo da música surgiu, em 2006, com a possibilidade de participar no Festival da Canção Júnior. Nessa altura começou a compor, juntamente com um amigo, a música com a qual saiu vencedor, “Deixa-me Sentir”.

Nesse mesmo ano, a 2 de Dezembro, representou Portugal, na Roménia, país anfitrião do Festival Eurovisão da Canção.

Depois de um ano repleto de esperanças e conquistas, lançou o seu primeiro álbum “Dá-me a tua mão”, que o vem sedimentar na cena musical portuguesa.

Sem nunca deixar os estudos para segundo plano e, enquanto filho de pais professores, Pedro tem bem presente a necessidade de uma boa educação e pretende passar essa mensagem aos seus fãs. Atualmente na Universidade Católica de Lisboa, o jovem licenciado em Comunicação Social e Cultural frequenta o Mestrado de Televisão e Cinema.

Dotado de grande persistência e humildade, Pedro Madeira quer construir uma carreira sólida e estável, marcando um estilo próprio pelo qual deseja ser reconhecido.

O seu segundo trabalho “Viagem”, lançado em 2009, vem verificar todos estes objetivos e estabelecer a maturidade musical. O single “Descobre-me”, que fez parte da banda sonora da telenovela da TVI “Sentimentos”, dá o mote para o reconhecimento da essência do artista. “Quando pensares em desistir ou desaparecer. Levanta a cabeça, acredita, tu consegues vencer”.

Pedro MadeiraDepois dos êxitos alcançados com "Descobre-me" e "Tempo para viver", regressou para apresentar o promissor álbum “Onze”. A irreverência a que nos habituou de mãos dadas com o seu timbre único, fazem de “Onze” um disco especial. O cantor, autor e compositor continua a apostar na experiência de grandes nomes do panorama musical nacional para apadrinharem a sua jornada. A Ramón Galarza (produtor Xutos e Pontapés) juntam-se agora nomes como João Martins (produtor Da Weasel) e Carlos Juvandes (produtor Diego Miranda e Anselmo Ralph). “Onze” inclui o HIT “Tempo para viver”, lançado como single de avanço do projeto, e ainda o famoso tema “Inflamável” que deixa uma marca vincada na carreira do artista, batendo recorde atrás de recorde.

O ano de 2014 traz consigo um novo álbum, o 4º do cantor, e com ele nasce uma nova responsabilidade: continuar fiel ao seu estilo cativando novos públicos. Os dois singles de avanço, "A Lenda" e "Aprendiz", dão-nos a conhecer essa nova evolução. Uma sonoridade mais abrangente e cativante pela sua essência poética.

Depois de conquistar o país, de deixar a sua marca na banda sonora de telenovelas de sucesso e de se afirmar como o único “Teen idol” português, regressa com a missão de aniquilar novas batalhas e de cortar novas metas, sempre ambicionando o impossível para que o possível seja a mais pura das rotinas.

Os dados foram lançados, as cartas estão na mesa, só nos resta assistir à contínua ascensão do menino que cresceu aos nossos olhos e que degrau a degrau se vai tornando numa figura incontornável do panorama musical do nosso país.

Ligações

URL: www.pedromadeira.pt

Pedro Madeira Oficial

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Tuna/ Estudantina

Tendo surgido inicialmente em Espanha, em meados/finais do século XIX com a designação de "estudiantinas", as tunas são agrupamentos musicais tanto de âmbito popular (urbano e rural) como estudantil. São constituídas, essencialmente, por cordofones plectrados, dedilhados e friccionados acompanhados de acordeôes, flautas e percussão ligeira. Nos agrupamentos de cariz estudantil, as pandeiretas são ícone histórico indispensável.

As tunas podem apresentar-se em palco tanto sentadas (em disposição orquestral clássica) como de pé. Interpretam um repertório eclético, do erudito ao popular, acompanhando a execução instrumental com canto (a solo ou em coro), característica mais visível nos agrupamentos de estudantes.

As tunas estudantis, e em especial as do foro universitário, envergam o traje da academia em que se integram ou indumentária própria (usualmente baseada na tradição das tunas do país vizinho e/ou evocativo do património cultural local). São normalmente constituídas por estudantes e antigos estudantes, recebendo a designação de "tunas de veteranos" ou "quarentunas" quando exclusivamente compostas por estes últimos.

Em Portugal, as tunas conheceram uma larguíssima difusão fora dos meios universitários até à década de 1990. De facto, no meio estudantil, foram um fenómeno muito mais liceal do que universitário.

No meio popular, tomaram diversas designações - estudantina, ronda, orquestra típica. Originalmente constituídas por "instrumentos de tuna" (os instrumentos da família do bandolim) - "instrumentos que permitem que as pessoas que não sabem música toquem para pessoas que a sabem" (no dizer inspirado, se bem que não inteiramente verdadeiro, de um popular e transmitido por Ernesto Veiga de Oliveira), as tunas foram progressivamente sendo "infiltradas" pelos instrumentos tradicionais de cada região, a ponto de se confundirem com as tocatas regionais, sendo que estes instrumentos (principalmente o bandolim) também transitaram para a esfera da etnografia, acabando por se fundir no fundo tradicional.

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