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Cabra Çega

Cabra CegaCabra Çega

A “Cabra Çega” nasceu na cidade de Braga, fruto da vontade de um grupo de amigos fazerem música, utilizando a gaita de fole e instrumentos de percussão tradicional portugueses, tais como o bombo e a caixa. A Cabra deu os seus primeiros passos sobre músicas das nossas raízes tradicionais, mas cedo começou a caminhar ao encontro da mistura das mesmas com ritmos e sons contemporâneos que influenciam cada um dos seus elementos. Ao longo do tempo têm vindo a ser recrutadas sonoridades provenientes de outras paisagens, sejam elas do passado, do presente ou mesmo do futuro, e é neste habitat heterogéneo que a Cabra Çega se tem vindo a desenvolver. A energia da Cabra transforma os sítios onde passa, puxa pela dança e envolve o público num espetáculo vivo e intenso. Seja num festival, numa feira ou numa sala de espetáculos, a Cabra vai fazer a festa!

Cabra CegaA Cabra lançou o seu primeiro álbum em 2013 e conta neste momento com participações em festivais por todo o país como o Andanças, NOS D’bandada, Ecos da Terra, Arredas Folk Fest, entre outros e inúmeras festas/feiras temáticas. 

Contactos: Diogo Martins - 915903844 * Hugo Caseira - 917349933

Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Ligações

facebook.com/cabracegafolk

Cabra Cega - BalconyTV Porto

Cabra Cega - Maneio - Vimeo

Cabra Cega - Passodobrado - Vimeo

Pensão Flôr

Pensão Flor

HÁ UM CHEIRO NO AR. E ao longe um pregão a cruzar-se com o som de um navio que se despede da barra do porto. A tarde escurece e a viagem deve ser grande. Olho o mar. Um dia também eu hei de partir. Sabe-se lá por quê, ou porquem. Sabe-se lá para onde. As horas passam.  Perco-lhes a conta. E a noite fez-se fria. Mão no bolso, gola levantada, mais um cigarro, rua fora. A cidade não dorme e eu gosto de caminhar embalado por ela. Às vezes tenho vontade de ir embora. Buscar outros lugares, outros amores. Mas gosto de viver aqui. Talvez um dia assente e compre um casa. Não sei. Nunca sei bem o que quero. Volto à Pensão. A porta continua perra. 

- “Chegou correio para mim?”
Subo as escadas, entro no quarto. Dispo o casaco e pego na guitarra. Oiço os teus passos no corredor. Diria que abrandaste. Gosto da tua incerteza.

Pensão Flor. Lugar imaginário que a música vai tornando real. Doze quartos, doze histórias, doze canções. No corredor há portas que se abrem para o Fado, a morna, o tango … E em cada quarto, janelas viradas para a rua. Ao longe o mar, alma de um povo mestiço, castiço, numa noite de arraial. Guitarra portuguesa ou talvez não. A luz negra de um palco e a magia de uma tela de cinema. Espaço comum a 7 músicos que aqui partilham emoções, paixões, amores possíveis e impossíveis. Ponto de encontro ou ponto de partida? Na Pensão flor a porta está sempre aberta.

 
Formação
Vânia Couto Tiago Curado Almeida Luís Pedro Madeira Luís Garção Pedro Lopes Manuel Portugal Gonçalo Leonardo
Voz, composição Voz, guitarra portuguesa, composição Piano, acordeão, guitarra de aço, cavaquinho Guitarra acústica, guitarra clássica, viola beiroa Viola de fado Guitarra portuguesa Contrabaixo
 
Pensão Flor - Apresentação Pensão Flor - Book 2014

Tuna/ Estudantina

Tendo surgido inicialmente em Espanha, em meados/finais do século XIX com a designação de "estudiantinas", as tunas são agrupamentos musicais tanto de âmbito popular (urbano e rural) como estudantil. São constituídas, essencialmente, por cordofones plectrados, dedilhados e friccionados acompanhados de acordeôes, flautas e percussão ligeira. Nos agrupamentos de cariz estudantil, as pandeiretas são ícone histórico indispensável.

As tunas podem apresentar-se em palco tanto sentadas (em disposição orquestral clássica) como de pé. Interpretam um repertório eclético, do erudito ao popular, acompanhando a execução instrumental com canto (a solo ou em coro), característica mais visível nos agrupamentos de estudantes.

As tunas estudantis, e em especial as do foro universitário, envergam o traje da academia em que se integram ou indumentária própria (usualmente baseada na tradição das tunas do país vizinho e/ou evocativo do património cultural local). São normalmente constituídas por estudantes e antigos estudantes, recebendo a designação de "tunas de veteranos" ou "quarentunas" quando exclusivamente compostas por estes últimos.

Em Portugal, as tunas conheceram uma larguíssima difusão fora dos meios universitários até à década de 1990. De facto, no meio estudantil, foram um fenómeno muito mais liceal do que universitário.

No meio popular, tomaram diversas designações - estudantina, ronda, orquestra típica. Originalmente constituídas por "instrumentos de tuna" (os instrumentos da família do bandolim) - "instrumentos que permitem que as pessoas que não sabem música toquem para pessoas que a sabem" (no dizer inspirado, se bem que não inteiramente verdadeiro, de um popular e transmitido por Ernesto Veiga de Oliveira), as tunas foram progressivamente sendo "infiltradas" pelos instrumentos tradicionais de cada região, a ponto de se confundirem com as tocatas regionais, sendo que estes instrumentos (principalmente o bandolim) também transitaram para a esfera da etnografia, acabando por se fundir no fundo tradicional.

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